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sexta-feira, junho 12, 2015


"I will never be free
If I'm not free now" 

Nick Cave, esse poeta sempre certeiro.

sexta-feira, março 13, 2015

terça-feira, março 10, 2015

segunda-feira, março 09, 2015

quarta-feira, abril 25, 2012

Grad school


quinta-feira, fevereiro 16, 2012

A questão é que isto no 4o ano, quando já se acabou o trabalho de campo todo, a vida é francamente chata, somos só nos e a tese, a tese e nós. E quando encontramos os outros que estão na mesma fase, ficamos felizes mas só sabemos falar de referencias bibliográficas, de capítulos por concluir, do número de entrevistas realizadas, de financiamento e respectivos prazos, de publicações e comunicações, de orientadores e pouco mais. Até  se começa a esquecer o roteiro das happy hours que tanto nos alentavam as aulas dos primeiros dois anos. Não admira por isso, que o pobre camarada doutoral tenha a necessidade de partilhar com o mundo que se cita a si próprio, e que o Facebook seja o melhor único amigo de um estudante de doutoramento*.  -suspiro-


* p.s., ja eu ando a passar-me para o Pinterest. Estava a precisar de mais uma ferramenta recreativa.

why I need to graduate ASP

"I just cited myself in my dissertation. This is an awesome feeling!"
- Estado no facebook de um coleguinha


E no dia que for citado por outros manda fazer t-shirts. 

domingo, outubro 16, 2011

e nos 5 minutinhos que a chuva para, descem baratas gigantes com asas do céu. Believe me, não há nenhum manual de metodologia que nos prepare para isto.

segunda-feira, outubro 03, 2011

Fieldwork notes

Os Otavinhos por Emir Sader

Os otavinhos são personagens típicos do neoliberalismo. Precisam do desencanto da esquerda, para tentar impor a ideia do tango Cambalache: Nada é melhor tudo é igual.

Os otavinhos são jovens de idade, mas envelhecem rapidamente. Passam do ceticismo – todo projeto de transformação deu errado, tudo é ruim, todo tempo passado foi melhor, a política é por natureza corrupta - ao cinismo –quanto menos Estado, melhor, quanto mais mercado, melhor.

São tucanos, seu ídolo é o FHC, seu sonho era fazer chegar o Serra – a quem não respeitam, mas que lhes seria muito funcional – à presidência. Vivem agora a ressaca de outra derrota, em barzinhos da Vila Madalena. 

Tem ódio ao povo e a tudo o que cheira povo – popular, sindicatos, Lula, trabalhadores, PT, MST, CUT, esquerda, samba, carnaval.

Se consideram a elite iluminada de um país que não os compreende. Os otavinhos são medíocres e ignorantes, mas se consideram gênios. Uns otavinhos acham isso de si e dos outros otavinhos.

Só leem banalidades – Veja, Caras, etc. -, mas citam muito. Tem inveja dos intelectuais, da vida universitária, do mundo teórico, que sempre tratam de denegrir. Tem sentimento de inferioridade em relação aos intelectuais, que fazem a carreira que eles não conseguiram.

São financiados por bancos da família ou outras entidades afins, para ter jornais, revistas, editoras, fazer cinema, organizar festivais literários elitistas. 

Fingem que gostam da França, mas são chegados a Miami.

Ficaram para trás com a internet, então abominam, como conservadores, reacionários idosos que é sua cabeça.

Se reúnem para reclamar do mundo e da sua decadência precoce.

Os otavinhos não tem caráter e por isso se dedicam a tentar denegrir a reputações dos que mantem valores e coerência, para tentar demonstrar que todo mundo é sem caráter, como eles. 

Os otavinhos assumem o movimento de 1932, acham que São Paulo é a “locomotiva da nação”, que é uma ilha de civilização cercada de bárbaros por todos os lados. Os otavinhos detestam o Brasil, odeiam o Rio, a Bahia, o Nordeste. Odeiam o povo de São Paulo, querem se apropriar de São Paulo com seu espírito de elite.

Os otavinhos moram ou ambicionam morar nos Jardins e acham que o Brasil seria civilizado quando tudo fosse como nos Jardins.

Os otavinhos nunca leram FHC, não entendem nada do que ele fala, mas o consideram o maior intelectual brasileiro.

Os otavinhos são órfãos da guerra fria, da ditadura e do FHC. Andam olhando pra baixo, tristes, depressivos, infelizes.

Os otavinhos compram todas as revistas culturais, colocam no banco detrás do carro e não lêem nenhuma. Lêem a Veja e Caras.

Os otavinhos acham que a ditadura foi um mal momento, uma ditabanda.

Os otavinhos são deprimidos, depressivos, derrotados, desmoralizados, rancoroso, escrevem com o fígado. Os otavinhos têm úlcera na alma.

Os otavinhos odeiam o Brasil, mas pretendem falar em nome do Brasil, para denegri-lo, promover a baixa estima. Os otavinhos pertencem ao passado, mas insistem em sobreviver. 



Texto tirado daqui. 

Fieldwork notes

Hoje aprendi uma palavra nova: otavinho. E amei.

terça-feira, setembro 20, 2011

Passado poucos dias em ter aterrado em Buenos Aires, intensificaram-se os protestos no Chile. Comecei a pensar, que se calhar deveria era rumar a Santiago. A ideia não está, nem nunca esteve completamente adormecida, mas, infelizmente, não há bolsa nem dívidas que estiquem para tanto estudo comparado, mais todas aquelas dificuldades inerentes em "mergulhar" de para-quedas num site de investigação, a que se é alheio. Afinal a teoria preparou-me para o contexto Argentino e Brasileiro, e se já é o que é, ui, imagine-se ir agora para o Chile, mais a merda burocrática da IRB e o caraças, ir agora acrescentar que também quero incluir os dissidentes Chilenos do capitalismo académico. Para além disso, já me bastava o inúmero rol de call to realities desde que esta odisseia na América do Sul começou. Acrescentar um "olha, mais uma coisa a que meu orientador está complemente alheio, nem faz ideia" à lista que já vai longa, é dispensável, pois nesta fase eu só quero é acabar esta porcaria e ser uma doutorada a trabalhar no Starbucks. E deixar de ter colapsos nervosos e existenciais sobre o doutoramento e o sentido disto tudo seria uma coisa boa. Mas depois há este maldito bichinho ruminante que continua achar que o estudo deveria ser alargado, que se revolta por só agora - e ainda assim, quase sempre de uma forma algo romanceada de metanarrativa - os media do norte é que começam a falar disto, e que é essa é que deveria ser a função de uma tese - explorar o que anda adormecido/ excluído/ limitado, etc -  que lixa esta merda toda e que me faz ver que nunca, mas nunca me  irei livrar de teses e mais teses. Blagh.


Adenda: Para leigos: IRB- Comissão de Ética Norte-Americana que regula tudo, TUDO, o que se investiga. Qualquer projecto de investigação tem que ser previamente submetido e aprovado por essa instituição. E qualquer alteração no plano original tem que ser comunicada e aprovada. Super fun. :P

quinta-feira, agosto 11, 2011

continuando a telenovela (Jorge Chang poe-te a pau!)

"OK, just had a very strange and kind of amusing email exchange with the Advisor. He emailed this morning for a printable copy of my proposal, which I told him I'm still working on. Then he wanted to know had my committee seen it. When I told him no, he said this was extremely irregular and that he wasn't sure what would happen tomorrow! Turns out he thought my defense was AUGUST 11th, not OCTOBER 11th."
S, again

Orientadores: seres que nunca lêem os nossos mails, propostas de tese (e imagino que a própria tese também), e muito menos, ouvem o que lhe dizemos vezes sem conta. Nem consultam o que marcam na sua própria agenda. Confiam no seu precioso cérebro e no carisma dos sessenta e quantos livros publicados. É suficiente, nao é?

segunda-feira, agosto 08, 2011



Yay, I won a grant! Assim sim, nada como uma massagem no ego académico para ficar mais motivada :)

quarta-feira, agosto 03, 2011

Fieldwork notes (uncut)

Fernet. Bebe-se com coca-cola e gelo.  Os Portenos garantem que à primeira odeia-se. Confirmo. E que à segunda ama-se. A ver.

Para sexta: prova de cheese cake de dulce de leche coberto de oreos.

sábado, julho 30, 2011

Como resumir a minha tese em 1 segundo. 
Para quê trabalho de campo, pesquisa intensiva, quando existe o PhD comics?

(vou ali chorar um bocadinho)

sexta-feira, julho 29, 2011

"After 24 emails coordinating my proposal defense date with 4 professors, my advisor says he may have to pick someone up at the airport at that time"
- My friend Susan on Facebook, about our dear advisor. 


Impressionante, nada muda. Só piora. Ao menos, o seu estilo peculiar nao é só comigo. 

Uh, e acho que para a semana, sua majestade chega para estes lados; com esta já me passou a pouca vontade que tinha de o ver.