
Cheguei com meia hora de atraso, é certo. Mas um atraso com pré-aviso. Quando me sentei pedi um café. Ouço "- O quê, bebes café? Não me digas que também fumas!". (comecei a ficar com uma vontade gigantesca de ir à maquina do tabaco).
Cinco minutos depois pergunta-me, em estilo de inquérito das SS, porque razão tinha realmente chegado atrasada. Lá expliquei que a pontualidade não era o meu forte, que me atrasava sempre por uma razão estúpida qualquer, e acrescentei que o motivo dessa manhã (precisamente por não ser uma pessoa matinal; e por matinal entenda-se a hora em que acordo, sejam 8 da manhã ou 3 da tarde) prendeu-se com uma exploração exaustiva em busca do meu colar verde. Sem ele não saía de casa, porque isso alterava todo o esquema de vestuário. Insensível ao pendant, diz-me "- Não percebo porque é que as raparigas perdem tanto tempo com superficialidades. Logo tu, que tens tanta coisa para fazer". Sorri, como boa menina que sou, levantei-me, paguei o café, e disse-lhe que ele tinha toda a razão, não fazia sentido nenhum estar ali a perder o meu tempo com superficialidades.
Pois, eu posso não acreditar que bastam 3 minutos para uma pessoa se apaixonar, mas sei que basta um minuto e meio para saber que tenho mais do que fazer do que aturar anormais condescendentes.
2 comentários:
pois, minha amiga, digo-te q fizeste lindamente. não me parece q fosse o tipo de pessoa q gostasse de aturar, ainda q tu estivesses apaixonadíssima! E tiro-te o chapéu pela atitude rápida e certeira. como se diria por cá, what a unbearable judgemental little creature. arrrghhhh.
inês,
ganda mulher!
assim é que é. infelizmente eu não posso fazer o mesmo com os meus alunos (isto é, dizer-lhes: vão à vossa vidinha, que disto~vocês não vêem um boi)
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