terça-feira, novembro 28, 2006

Momento TV Guia

Embirrava com esta série, e nunca me dei ao trabalho de a aprofundar. Mas nos meus serões nocturnos de trabalho, nas pausas que ocorrem algures entre a meia-noite e as 3 da manhã (o período da desconcentração), comecei a dar com isto na Fox e no outro dia a RTP1 passou os primeiros episódios de seguida. Contextualizei-me, enfim. Até achei piada.
Mas e como dizia, tenho apanhado a série na pausa nocturna, que vai bem a meio da segunda série, e percebi que o casalinho protagonista continua no mesmo chove-não-molha, no casa-descasa, no gosto-de-ti-mas-não posso-ficar-contigo, no estou-apaixonado-por-ti-mas-sou casado-e-não-posso-deixar-a-minha-mulher-porque-ainda-gosto-um-bocadinho-dela, desde o primeiro episódio, e continuam o resto da série sempre desta maneira, no meio do caos das urgências médicas a lançarem olhinhos um ao outro, com o tal olhar do quero-mas-não-te-posso-ter.
Pois, se calhar, a série é muito mais que isto, mas não tenho muita paciência para histórias que se arrastam - e mal arrastadas - até à eternidade. Ou é ou não é. Ou vai ou não vai. Agora olhares de carneirinho-mal-morto não se aguenta. E recuso-me a aceitar que os guionistas não fazem mais do retratar a vida como ela é, fora de um écrã de televisão, que no fundo, nunca ninguém arrisca, opta-se sempe pela normatividade, pela segurança do que é instituído. Mas não me deixo de sentir inconformada e algo, triste, por também pensar, que é sempre assim, na maior parte das vezes.

Enfim. O que eu preciso é de uma boa novela da Globo para andar entretida "televisivamente". Kubanacan volta! Isso sim, era uma novela, onde nada fazia sentido.

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