terça-feira, maio 19, 2009

Messed up

Eu vinha falar como a minha amiga Jing me liga para ir ter com ela rapidamente. E vou. E quando lá chego, diz-me que se sente com sintomas de gripe e se eu achava que ela devia ir ao médico. Mas neste ponto é tudo normal, the swine flue está aí, no matter what, portanto já se acha perfeitamente normal pessoas que suspeitam ter gripe chamarem os amigos saudáveis para junto delas. 

Também vinha falar que percebi que é pior experenciar um terramoto com mais pessoas ao lado, porque o ar de pânico colectivo torna a coisa um pouco ainda mais paranóica. Mas aqui também já é normal, a terra tremer, as mesas abanarem, o ar do OMG, e voltar a retomar a aula apenas com um expressivo "wow, another one!", seguido de "so the non profit has to...", eu resigno-me a pensar  "- fixe mais um, que bom, porque já a seguir lá vou para o Moore Hell, que não é à prova de terramotos, ter aulinhas até às 9 da noite". 

Mas dado o happening que se dá, enquanto atravesso de um edifício para o outro, a pensar, se calhar devia mas era já voar para a velha Europa, pois não sei estou a gostar muito desta coisa dos terramotos dia-sim dia-não, tudo isto começa a ser relativizado, comparado com o tsunami cross Atlantic que me chega aos ouvidos.  E gostava de ter tido uma reacção mais normal, mas apesar da normalidade anormal da swine flue + eathquakes acho que tudo isto me anda a turvar o raciocínio e as emoções. É que não distingo o braço do pé, o ombro do cotovelo, nem o que já é normal, o que é suposto, o que deve ser. E vou dormir, porque preciso de arejar as ideias e ajudar quem precisa de mim, e que se calhar, precisava de um inesinho mais sabedor. Caramba, como é difícil este cargo de suposta sapiência hierárquica geracional. 

1 comentário:

Vera disse...

crid i hope you wake up and be happy! yay
and i love u*v